Os Gs da internet nos dispositivos móveis, computadores e notebooks

Autor: Armando Kolbe Junior*

Cada vez mais utilizamos a Internet em dispositivos móveis, especialmente em celulares. Alguns estudos apresentam resultados em que 49% dos internautas utilizam mais o smartphone do que o computador para navegar, exigindo cada vez mais uma rede bem robusta e desenvolvida.

A responsabilidade pelo fluxo de acesso à internet, pelas redes sociais, downloads, vídeos, áudios, pagamentos online, além de inúmeras outras ações nesses dispositivos e mesmo em computadores e notebooks nos últimos anos, tem sido de algumas letras e números, formadores das tecnologias. Quando você utiliza a internet do seu smartphone já deve ter percebido a presença dos sinais “E”, “G”, “H”, “H+”, “3G”, “4G”, “4,5G” ou “4+” do lado da barra de sinais do aparelho e estão por vir o “5G” e “6G”.

Quando usamos a internet no celular, podemos ver na parte de cima da tela estes símbolos, porque a velocidade da internet diminui ou aumenta quando essas letrinhas acompanhadas de números mudam. Esses sinais simbolizam o tipo de tecnologia, rede de dados, que seu aparelho está utilizando naquele momento, bem como a oscilação da velocidade de conexão, graças a força do sinal e distância das antenas em que você se encontra. Nas grandes cidades, em teoria, o usuário consegue aproveitar a melhor velocidade de dados, com maior sinal para ligações por dispor de um bom raio de troca de dados, e ao contrário, em lugares mais afastados, pelo distanciamento das antenas esse raio de trocas é prejudicado.

Existem algumas diferenças importantes entre cada tecnologia. Em princípio, quanto maior o número da rede móvel, mais rápida ela será. Vamos entender o significado das letras dessas tecnologias:

G – GPRS É a conexão mais antiga, e o G representa a tecnologia GPRS (General Packet Radio Service) que iniciou sua utilização em 2000. É muito lenta a Internet nesse padrão, mas ainda pode ser encontrada no Brasil.

1G é o sinal de telefonia analógico que é composto por um sinal contínuo, que varia em função do tempo, foi popularizada na década de 1980, e também era conhecida como tecnologia de rádio para celulares.

2G iniciou em 1990 com a implantação do sinal digital, e ainda hoje é utilizado em várias partes do mundo. Permitiu a troca de mensagens de texto e fotos por SMS, entretanto, o foco era a conexão de voz, ou seja, falar e ser ouvido no telefone sem a necessidade de ter uma conexão com a internet. Graças ao 2G houve a troca do sistema analógico para o digital.

E – EDGE (Enhanced Data Rates for GSM Evolution) é uma tecnologia 3G. Um pouco mais veloz que a G – GPRS.

3G é a denominação usada na classificação da terceira geração das redes móveis. Começou a ser utilizada ainda no começo dos anos 2000. Foi a primeira tecnologia a levar internet, considerada como rápida para os nossos celulares.

H – HSPDA representa a tecnologia HSPA (High Speed Packet Access) ou o padrão HSDPA (High Speed Downlink Packet Access), que atinge uma velocidade de até 14 Mb/s (megabits por segundo), considerada para os padrões como alta, pois é possível fazer download de músicas e alguns vídeos por ter a sua velocidade de download melhorada.

H+ – HSPDA+ indica a tecnologia chamada Evolved HSPA (HSPA Evoluído), que pode chegar a velocidades entre 14.4 Mbps e 168.8 Mbps para download e 22 Mb/s para upload e o 3.75G é a melhor velocidade em aparelhos 3G.

4G – LTE é conhecida como rede LTE (Long Term Evolution), virou a mais popular nos últimos anos. Chegou ao Brasil no ano de 2013, e recentemente está localizado mais de 70% das cidades aqui do Brasil. Essa rede é muito mais rápida que o 3G, com velocidade média de 20 megabits por segundo.

4G-LTE-A OU 4,5G a nomenclatura é mais uma jogada de marketing do que tecnologia. Entretanto, de acordo com vários especialistas, é um pouco melhor do que as anteriores, pois, contrariamente ao 4G, trabalha com múltiplas faixas de frequência ao mesmo tempo, permitindo uma velocidade ainda maior.

5G é a quinta geração de internet móvel, 50 vezes maior que a velocidade da rede 4G. Em diversos países no mundo essa tecnologia já vem sendo implantada. Vai demorar um pouco para chegar no Brasil, mas a sua velocidade é altíssima. Pode chegar até a 10 gigabits por segundo. Essa tecnologia não é somente para navegar pela internet no seu celular, ela vai conectar carros autônomos, câmeras de segurança, eletrodomésticos, casas inteligentes e muito mais, também alavancando a IoT – Internet das Coisas.

6G A China já aquece os motores para desenvolver essa rede móvel 6G. Ainda não foram dadas informações sobre quando a pesquisa e o desenvolvimento serão encerrados, e nem existe uma data certa para os testes serem iniciados. A Huawei só deixou claro que o 6G não chega antes de 2030.

Devemos observar que a cada geração as conexões se tornam mais estáveis sendo capazes de suportar números cada vez maiores de dispositivos ligados a uma mesma rede, situação necessária para suportar o crescimento do número de itens conectados à internet simultaneamente.

Uma questão que tem que ficar bem clara é que apesar de serem muito promissoras todas essas tecnologias, devemos lembrar que elas precisam ser compatíveis com o celular, e isso é algo que não ocorre comumente.

* Armando Kolbe Junior é coordenador do curso de Gestão de Startups e Empreendedorismo Digital na Uninter.

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Autor: Armando Kolbe Junior*
Créditos do Fotógrafo: Pexels


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