ONG trabalha pela defesa da democracia eleitoral

Autor: Igor Ceccatto - Estagiário de Jornalismo

Muitas instituições e projetos têm surgido ao redor do mundo com o objetivo de defender valores democráticos e direitos constitucionais. Entre suas ações mais comuns está a observação dos processos eleitorais. No Brasil, temos uma organização não-governamental bastante atuante, a ONG Transparência Eleitoral Brasil, que reafirma a importância dessas análises em tempos de eleição, fomentando boas práticas de democracia.

Para falar sobre essa atuação da sociedade civil, a professora pesquisadora do programa de pós-graduação em Direito no Centro Universitário Autônomo do Brasil (Unibrasil), que atua nesta ONG, Ana Claudia Santano, foi convidada especial da live Missão de Observação Eleitoral Nacional 2020. A transmissão contou com a mediação da professora Karolina Roeder, e foi promovida na página do curso de Ciência Política da Uninter, no dia 30.julho.2020.

A convidada especial começou a discussão abordando o trabalho que realiza na Transparência Eleitoral Brasil desde 2018. Segundo ela, o projeto surgiu em resposta a uma percepção de diversos retrocessos durante os últimos anos em nosso país, marcados por movimentos antidemocráticos, que lhe despertaram a vontade de transformar seu engajamento em ações concretas para a sociedade.

Desde sua oficialização o movimento atua em três eixos principais: Democracia Inclusiva, que objetiva a inclusão de mulheres, negros(as) e população LGBT, tidos como minorias, nas esferas de poder; Transparência, que nada mais é do que a fiscalização de procedimentos e sistemas do estado, assim como gastos eleitorais e de outras naturezas; e a Integração da América Latina, que tem como objetivo estreitar os laços democráticos entre os países latino-americanos.

Além disso, a ONG possui “parcerias com diversos outros projetos, visando a importância de uma integralização nos trabalhos pró-democracia”, salienta Ana.

E quanto às missões de observação eleitoral, Ana Claudia explica que “apesar do que muitos pensam, a missão não tem o papel de fiscalizar as eleições, mas sim de analisar, sem interferir no processo eleitoral, passando então as percepções e análises para outras instituições tomarem medidas que forem necessárias”.

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Autor: Igor Ceccatto - Estagiário de Jornalismo
Edição: Mauri König
Revisão Textual: Jeferson Ferro


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