O poder da comunicação na sua carreira

Autor: Matheus Pferl - Estagiário de Jornalismo

O ser humano é um animal comunicativo. Desde que nascemos, no momento em que surge o primeiro choro do bebê, já existe uma comunicação acontecendo entre os seres. A partir daí a gente não para de se comunicar, e cada vez vamos evoluindo mais, pois precisamos da comunicação para nos conectarmos com o mundo, em suas diversas instâncias.

Na vida profissional, a comunicação também exerce papel fundamental. A última edição do programa GERIR, da Escola Politécnica da Uninter, teve como tema o poder da comunicação na vida profissional. O programa teve mediação do professor Everton Luiz Vieira e recebeu como convidado o professor Olivir Chaves.

A comunicação também tem papel central para o sucesso de qualquer empresa. Saber falar com o seu público e se conectar com ele é fundamental para alcançar os objetivos. “As empresas fazem da comunicação o seu elo social, elas precisam trabalhar a comunicação para serem vistas”, afirma Olivir.

Muitas vezes a comunicação existe, mas não é feita da maneira correta. “Será que o meu ato de falar está sendo compreendido pelo outro? Será que quando falo eu consigo pensar e ouvir para falar também? Hoje temos muitas informações, e algumas vezes acabamos nos perdendo. Precisamos usá-las a nosso favor, temos que usar tudo que a comunicação nos coloca em mãos. Feliz da empresa e do gestor que sabem usar a comunicação em prol deles mesmos. Muitas pessoas querem, mas não conseguem”, ressalta Olivir.

Hoje temos uma forte presença da tecnologia em nossas vidas, com redes sociais na palma da mão. Mas isso não significa necessariamente que esteja havendo mais comunicação. “Estamos nos comunicando mais do que ontem? Tem gente que não consegue ficar longe do aparelho celular por 15 minutos, essas pessoas estão se comunicando? A comunicação sempre será esse elo entre as pessoas, e às vezes deixamos de nos comunicar com as pessoas que estão à nossa volta, para ficar no celular”, completa Olivir.

Em alguns momentos, não temos a consciência de que estamos nos comunicando, pois a comunicação não é só a fala. Ficar em silêncio é um ato de comunicação, nosso próprio corpo se comunica, e as cores que usamos também. Não à toa existem estudos por trás das cores para entender de que maneira transmitem informações ao nosso cérebro, inclusive grandes empresas usam o poder das cores. É preciso ter em mente o que quero atingir, quem é o meu público e como farei isso.

Olivir lembra que só temos como saber se nossa comunicação é bem feita através do diálogo com outras pessoas, para que possam analisar e nos ajudar a melhorar. “As empresas estão muito preocupadas com a comunicação, isso é muito importante na hora do recrutamento. Para saber se estamos nos comunicando bem, é preciso um feedback, só assim temos como saber”, afirma.

O desafio de ter uma comunicação assertiva é grande, e muitas empresas sofrem com isso. Quando os gestores não conseguem ser claros ao transmitir uma mensagem, muitos problemas se desencadeiam. “A comunicação na parte de gestão é um problema, as pessoas que trabalham principalmente nos cargos de chefia muitas vezes apresentam dificuldade. Os gestores pensam que foram claros e no entanto não foram, e às vezes por vergonha, os funcionários ficam em silêncio. Isso faz com que a execução ocorra de forma equivocada, trazendo prejuízos para a empresa”, conta o professor.

Comunicação nunca é demais. Dentro da empresa, é importante dar liberdade para as pessoas se comunicarem. Segundo Olivir, muitos problemas acontecem porque a informação não foi passada de forma clara. “Será que a linguagem que você está usando é a mesma que as pessoas conseguem entender? É importante ser claro, temos que perguntar se o conteúdo foi entendido, dar essa liberdade de questionar e falar com sinceridade, e não apenas achar que fomos claros”, ressalta.

A clareza deve existir em todos os âmbitos da empresa para que não ocorram dúvidas e a comunicação seja efetiva. Com isso, os processos são otimizados e não acontecem prejuízos decorrentes de uma comunicação falha. Um bom exemplo é quando vamos ao médico. O médico sabe que o paciente não entende a linguagem técnica, com isso, adapta seu vocabulário para palavras simples e que sejam bem entendidas. Quando o médico encontra outro médico, aí sim ele pode usar uma linguagem técnica.

“A comunicação eficaz é aquela que, usando da minha clareza, eu consiga fazer com que você entenda, com poucas palavras. Às vezes as pessoas julgam que são eficazes, mas não são”, diz Olivir.

Como melhorar a comunicação e a expressão?

Olivir traz algumas dicas para melhorar nesse aspecto. “A primeira coisa que eu preciso desenvolver, se eu quero crescer na profissão, seja onde for, é a oratória. É necessário ir atrás do conhecimento, depois buscar como transmitir esse conhecimento, conhecer para quem se está falando, e depois sintetizar quais são as informações que eu quero passar”, explica.

Outra dica importante é olhar nos olhos e permitir que as pessoas olhem nos seus. Segundo Olivir, isso transmite firmeza e credibilidade. “Olhar nos olhos da pessoa é a principal arma. Além disso, respirar fundo é um muito importante, pois quando se está nervoso, não conseguimos pensar direito, ficamos tensos”, afirma.

Alguns gestos também devem ser evitados, e até mesmo a sua vestimenta pode ajudar ou atrapalhar. “Não devemos fazer gestos muito grandes, distantes do corpo, também não devemos ter objetos nas mãos, como canetas, por exemplo. É importante ser direto e não ser prolixo. Devemos usar as palavras que as pessoas querem ouvir, transmitir o que você sabe, mas usando a linguagem adequada. A roupa também é importante, devemos evitar acessórios, ser mais simples, assim as pessoas prestam mais atenção na nossa fala. É importante cuidar com a nossa postura, saber se portar adequadamente para cada ocasião, ser mais contido em uma reunião, por exemplo”, completa Olivir.

Outro aspecto importante é o da responsabilidade com as informações que passamos aos outros. Nós somos responsáveis pela nossa fala, escrita, digitação, e por qualquer informação passada adiante. Hoje é crime passar informação sem ter certeza. As fake news são um desafio diário, e cabe a nós verificar a veracidade de uma informação antes de passá-la adiante. Somos responsáveis pelo que produzimos e devemos usar a informação de forma responsável.

Por fim, Olivir afirma que é possível a qualquer um melhorar sua comunicação, e que não existe uma fórmula mágica. “Cada um deve buscar se desenvolver da melhor forma. Fale somente o que tem certeza, não existe o achismo, só fale aquilo que você realmente tem certeza. Seja um ouvinte ativo, participe, demonstre interesse no assunto e nas pessoas. Fale sozinho, faça um esboço, fale para a parede, estude o que falar. O ato de não pensar faz com que você fale o que não devia. E cuidado ao falar, nem sempre convém falar tudo, fale somente o necessário, fale quando for solicitado”, conclui.

Você pode conferir a gravação completa do evento na página oficial da Escola Politécnica da Uninter no Facebook.

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Autor: Matheus Pferl - Estagiário de Jornalismo
Edição: Mauri König
Revisão Textual: Jeferson Ferro
Créditos do Fotógrafo: Pixabay


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