Medicação na terceira idade exige cuidados redobrados

Autor: Leonardo Tulio Rodrigues – Estagiário de Jornalismo  

Segundo o Conselho Federal de Farmácia, existe uma drogaria para cada 3.300 habitantes no Brasil. A forte presença desses estabelecimentos em todo o país facilita o acesso da população a medicamentos dos mais diversos, o que contribui para o desenvolvimento da indústria farmacêutica.

Porém, o alto consumo de remédios, muitas vezes feito de maneira irresponsável, levanta a discussão sobre os cuidados que precisamos ter em relação à circulação dos medicamentos. Essa preocupação é especialmente dirigida à população idosa, maior consumidora de fármacos.

Distúrbios crônicos como hipertensão arterial, diabetes e artrite são bastante comuns nessa faixa de idade. Além disso, fatores como pressão alta, colesterol e depressão fazem com que pessoas acima dos 60 anos façam uso regular de diferentes tipos de medicamentos, alguns com efeitos colaterais de forte impacto.

Natalia Lombardi Asinelli é gerontóloga e busca entender como é possível melhorar a rotina dos idosos, trazendo segurança e bem-estar. Durante os atendimentos de seus pacientes, ela ressalta a importância de se medicar corretamente, sem comprometer o bem-estar da pessoa.

A profissional explica que o desafio é conscientizar as pessoas para o uso contínuo e racional dos medicamentos. “É uma rotina chata, todos sabem. Então essas pessoas precisam saber o que elas vão tirar de positivo na ação de tomar o remédio”, afirma.

Não menos importante está o cuidado que se deve ter com o armazenamento do medicamento em si. Além da organização habitual para que os horários certos de consumo do remédio sejam respeitados, o modo como ele é guardado também influencia na ação da substância no organismo.

“Procure um local sem umidade, com circulação de ar e longe da luz direta. Cozinha e banheiro não são lugares recomendados para armazenar os remédios.”

Outro aspecto abordado pela profissional são os sintomas colaterais dos remédios, que muitas vezes causam mal-estar, o que atrapalha a rotina. “O gosto é ruim ou provoca desconforto no estômago? Tem como evitar isso? Podemos ver se é possível tomá-lo junto às refeições e assim diminuir o número de pausas para se medicar durante o dia.”

Ela também alerta para os riscos da automedicação. O uso de medicamentos sem prescrição adequada, ou até mesmo o consumo exagerado de alguns tipos de chás, pode prejudicar a saúde do indivíduo. “Quando tomamos um chá com o objetivo de tratar algo, estamos utilizando-o como remédio. Ele não é isento de riscos”.

Natália Lombardi foi a convidada da Uninter para a live ocorrida em 25.mar.2022, que tratou do tema medicamentos e bem-estar. “Quando a qualidade de vida do paciente melhora, você vê que o seu trabalho está funcionando”, conclui.

A transmissão ocorreu no canal de Youtube da Escola de Saúde, Meio Ambiente e Humanidades da Uninter e foi mediada por Fabiana Prestes, professora do curso de Gerontologia. Clique aqui para assistir à live completa.

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Autor: Leonardo Tulio Rodrigues – Estagiário de Jornalismo  
Edição: L
Revisão Textual: Jeferson Ferro


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