Estudantes de biologia demonstram experimentos com o laboratório portátil montado em casa

Autor: Vitor Diniz - Estagiário de Jornalismo

O biólogo é o profissional que estuda a vida terrestre. Para sua formação, é essencial realizar uma série de experimentos, como os que envolvem o uso de microscópios e permitem conhecer os processos químicos que modificam as células.

No último dia do biólogo, 3.set.2020, o curso de Ciências Biológicas da Uninter realizou uma mesa-redonda, mediada pelas professoras Nicole Witt e Maria Tereza Cordeiro, que teve como tema “Ensino, pesquisa e a utilização do laboratório portátil”. Participaram da conversa os alunos Alex Ramos, do polo de Cuiabá (MT), e Sylvia Verdin, do polo de Itararé (SP).

Até um tempo atrás, quando se falava em laboratório de Ciências Biológicas, as pessoas pensavam em uma sala enorme, com grandes mesas, diversos recipientes e ferramentas para fazer experiências. Mas a Uninter, como instituição de ensino que busca a inovação, oferece a cada aluno do curso de Ciências Biológicas um laboratório portátil.

Alex começou sua fala destacando que o microscópio que ele recebeu com os outros itens do laboratório portátil tem um valor prático muito grande para as atividades que realiza. Além de utilizá-lo em trabalhos acadêmicos, ele afirma que vai usar o kit durante o seu trabalho como guia turístico no pantanal mato-grossense. “Ele vai ser também uma ferramenta de trabalho quando eu estiver lá no pantanal com os turistas, pois as pessoas querem ver o pantanal pelo aspecto microscópico”, explica.

O estudante ainda relatou que está trabalhando como auxiliar de brigadista, ajudando a conter o fogo que já queimou mais de 6 mil hectares da área de proteção ambiental na Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá. O objetivo é barrar o fogo e impedir que chegue ao Parque Nacional. “O parque é enorme, quem mais sofre são os animais, pois não conseguem fugir do fogo. Mas nós estamos lá, trabalhando para salvar as diversas espécies da região”, relata.

Sylvia enfatizou a alegria que sentiu quando recebeu o laboratório portátil. Ela contou que tem dois filhos, e eles queriam ver insetos, e até o pelo do cachorrinho de estimação, pelo microscópio. Assim puderam perceber que através do instrumento óptico enxergamos muitas coisas que não podem ser vistas a olho nu. “A estrela do kit foi o microscópio. O legal de ter um kit como esse em casa é que você sente que está morando dentro de um laboratório, você pode fazer experiências quando quiser”, afirma.

A criação do microscópio

Maria Tereza falou da linha histórica de invenção desse instrumento tão adorado. Ela conta que em 1591 os holandeses Hans Janssen e Zacarias Janssen ampliavam as imagens e observavam objetos muito pequenos por meio de duas lentes de vidro, montadas nas extremidades de um tubo. Outro holandês, Antonu van Leeuwenhoek, em 1674 observou seres vivos num instrumento dotado de apenas uma lente de vidro que permitia o aumento de percepção visual de até 300 vezes, com razoável nitidez.

Pouco depois, por volta de 1680, o cientista inglês Robert Hooke se dedicou a construir um microscópio ainda mais poderoso. Ele desenvolveu um aparelho com duas lentes ajustadas nas extremidades de um tubo de metal.

Em seguida, a professora falou sobre as funções dos microscópios óptico e eletrônico, e a escala de medidas de cada um deles.

Um experimento realizado com o laboratório portátil da Uninter

Durante a transmissão, Sylvia fez a apresentação do teste realizado em casa com seu laboratório portátil. Intitulado “Microscopia e teste de coloração”, o experimento que depende do lugol — suplemento que contém iodo –, utilizou como “cobaias” levedura, cebola, repolho roxo, e o açafrão-da-terra. A levedura é um organismo unicelular e precisa de comida, calor e umidade para se multiplicar. O objetivo do experimento foi obter informações sobre o tamanho e grau de crescimento da molécula de carboidrato através da reação com o iodo.

Na conclusão, Nicole destacou a importância de ter os alunos na mesa-redonda: “Os alunos trouxeram suas ideias, indagações e vontade de fazer pesquisa. É muito importante fazer ciência, construir e partilhar o conhecimento”, afirma.

Para acompanhar essa e outras lives, acesse a página no Facebook, Geociências Uninter – Graduação.

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Autor: Vitor Diniz - Estagiário de Jornalismo
Edição: Mauri König
Revisão Textual: Jeferson Ferro


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