Com acervo único, exposição homenageia legado do Barão do Serro Azul

Autor: Gabriela Jung - estagiária de Jornalismo

Nascido em 6 de agosto de 1845 na cidade litorânea de Paranaguá (PR), Ildefonso Pereira Correia se tornaria mais tarde Barão do Serro Azul, uma das figuras mais relevantes da história do estado do Paraná. De forma a homenagear sua vida e resgatar seu legado, ocorre entre os dias 1 e 8 de agosto a 3ª Exposição Memórias do Barão do Serro Azul, organizada pelo coordenador do curso de pós-graduação em “Maçonologia: história e filosofia” da Uninter e Secretário de Educação e Cultura do Grande Oriente do Brasil – Paraná (GOB-PR), Álvaro Crovador.

Nem todos sabem, mas o Barão foi também maçom, o que abre uma nova ótica sobre os estudos dessa personalidade, ajudando a entender sua história a partir da filosofia e influência cultural da Maçonaria. Segundo o professor, assim como o curso, essa exposição visa trazer o conhecimento e desmistificar o que é a Maçonaria mostrando que ela é essencialmente filosófica e filantrópica, ao atuar para a melhoria da sociedade. “Esta exposição tem o mesmo intuito (do curso de Maçonologia). Trazer, dentro de um ambiente maçônico, a cultura de nossa cidade. Do nosso herói, que acabou morrendo por ter salvado a cidade”.

Barão do Serro Azul nomeia ruas e edifícios na capital paranaense, pois foi uma personalidade ímpar em sua época. O empresário do ramo da erva-mate, foi considerado o maior do setor entre 1870 e 1890, arrecadando significativa fortuna, que lhe garantiu em 1888 o título de Barão, concedido pela Princesa Isabel. Mesmo diante do sucesso, o parnanguara não limitou sua atuação aos engenhos, participou da fundação da Associação Comercial do Paraná, do Banco Mercantil e Industrial do estado, do Clube Curitibano e da Impressora Paranaense. Além disso, atuou na política como deputado provincial, presidente da Câmara de Curitiba e presidente interino da Provincia do Paraná. Em 1894, foi considerado traidor acusado de financiar a Revolução Federalista ao conceder um empréstimo de guerra aos maragatos a fim de evitar a invasão de Curitiba. Essa atitude, que mais tarde o colocaria dentre os nomes no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, à época resultou na sua morte.

Esses e outros detalhes da trajetória de um dos maçons mais memoráveis da história nacional, poderão ser visitados na exposição que será inaugurada no dia 1 de agosto às 15h na Sede do Grande Oriente do Brasil Paraná (Rua Pedro Huk, 87 – Uberaba – Curitiba/PR). O evento oferecerá visitas guiadas de 3 a 7 de agosto das 9h às 18h, encerrando com uma roda de conversa com pesquisadores no dia oito. A mostra reúne em seu acervo peças do Museu Paranaense, Associação Comercial do Paraná, Clube Curitibano e objetos originais da família do Barão, como um fragmento de chave encontrada no paletó do Barão do Serro Azul na ocasião da recuperação de seus restos mortais, documentos e mobiliário, além dos figurinos utilizados no filme “O Preço da Paz”, longa-metragem de 2003 que retrata a história do Barão e do Paraná durante a Revolução Federalista. Esses itens não só remontam a história de Idelfonso, mas parte da história do estado durante o século XIX.

A exposição faz parte da programação da Semana do Barão do Serro Azul, celebrada anualmente em Curitiba próximo à data de seu nascimento. Além da exposição, o programa oferecerá visitas guiadas para estudantes da rede pública e privada, exibições do filme “O Preço da Paz” e a tradicional Roda do Mate Cultural.

Serviço:
Exposição “Memórias do Barão do Serro Azul”
Visitação: 1 a 8 de agosto, das 9h às 18h
Local: Sede do Grande Oriente do Brasil Paraná
Endereço: Rua Pedro Huk, 87 – Uberaba – Curitiba
Informações: (41) 98533-2104 (Alvaro)
Entrada gratuita

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Autor: Gabriela Jung - estagiária de Jornalismo
Edição: Larissa Drabeski
Créditos do Fotógrafo: Divulgação


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