EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

Ciência Política da Uninter é a única em EAD do país a receber nota máxima do MEC

Desde que a Uninter foi credenciada como Centro Universitário em maio de 2012, ela possui autonomia para criar, organizar ou extinguir cursos em sua sede. A partir deste momento, cursos em diferentes áreas profissionais são ofertados na instituição. O curso de Ciência Política a distância, por exemplo, teve seu início em 2014, mas foi em março deste ano que recebeu sua primeira visita de reconhecimento. E conquistou as 5 estrelas na avaliação do MEC.

“Foi uma avaliação muito boa, muito favorável para um curso que nunca havia sido avaliado antes. Essa foi a primeira avaliação, e isso significa que o curso não pode se beneficiar de notas anteriores. Isso é muito importante, e nota 5 é a nota máxima, de excelência. É muito difícil de conseguir isso ”, diz o coordenador do curso, Lucas Massimo.

Dezoito cursos de Ciência Política estão cadastrados atualmente no portal do EMEC, e dentre eles somente três instituições possuem nota 5. A Uninter está entre elas com o curso de Ciência Política na modalidade presencial. Agora, tornou-se a única a alcançar essa conquista também na modalidade de educação a distância neste curso.

Para a avaliação, o pilar fundamental é o Projeto Pedagógico do Curso (PPC). O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia vinculada ao MEC, designa uma comissão para ir às instituições de ensino superior para verificar in loco se aquilo que foi escrito no PPC acontece mesmo na prática.

Na Uninter, a avaliação aconteceu entre os dias 27 e 29 de março. A equipe enviada pelo MEC contou com a professora Lara Crivelaro da empresa Efígie (Projetos Educacionais e Tecnológicos) como responsável da comissão, e com a professora Dayane Gomes da Silva Rodrigues, do Instituto Federal da Paraíba.

“A Ciência Política é a profissão da democracia. Onde quer que existam democracias ou que haja competição limpa e aberta, você precisará de um cientista político para te assessorar, ajudar a ganhar uma eleição e, depois, para implementar a sua plataforma de campanha. Isso é preciso para entender o que está em jogo com a nota 5”. Lucas Massimo de Souza, coordenador do curso de Ciência Política da Uninter.

As dimensões da avaliação

Segundo Lucas Massimo, 59 tópicos são avaliados nos cursos de bacharelado, recebendo uma nota de 1 a 5. As questões são distribuídas em três dimensões:

1 – Políticas institucionais no âmbito do curso: Trata-se de como é o perfil do egresso, quais são as normas para o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e como os objetivos do curso se unem com os objetivos da instituição.

2 – Corpo tutorial: Quem são os professores e quais disciplinas lecionam, além de sua titulação.

3 – Infraestrutura: Inclui tanto a infraestrutura física, quanto virtual (Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), bibliografia e a logística).

Um ponto extremamente relevante sobre esta avaliação é que a instituição não planeja uma cena para receber o avaliador. Ou seja: o que é apresentado para a comissão é a realidade do que acontece no dia-a-dia.

“Nós tivemos uma questão muito positiva nesse processo. Quando chegamos no galpão da Logística com a comissão no dia da visita, concidentemente estava acontecendo a montagem dos kits de Ciência Política. As avaliadoras puderam ver como funciona a linha de montagem do kit, e isso é muito legal porque dá credibilidade à nossa avaliação. E ninguém havia planejado isso”, explica o coordenador.

As rotas de aprendizagem também chamaram a atenção. De acordo com a professora Dayane, o texto dialógico que antecede cada vídeo-aula é algo que faz muita diferença. Além disso, as libras também são um diferencial da instituição, pois a inclusão é um aspecto que define a Uninter, trazendo assim, uma diferencial à universidade.

“Não se trata de montar uma cena: Trata-se de entender como os outros setores trabalham e funcionam, e é a partir dessa infraestrutura e dessas várias dimensões de uma grande instituição que a gente consegue um resultado como essa nota”.

Participação dos alunos e professores na avaliação

A comprovação do que foi apresentado vêm através da fala dos estudantes e do corpo docente. Portanto, uma reunião é realizada durante o processo de avaliação do MEC, onde eles podem falar sobre o trabalho que vem sendo ofertado durante o curso.

“É na reunião com os professores e alunos que a desconfiança desaparece, pois é onde tudo e todo o procedimento fica em evidência. O consumidor final é o aluno, que vai comprovar se os kits produzidos estão sendo entregues corretamente no prazo, por exemplo”, afirma Lucas.

Como a Uninter atende estudantes do Brasil inteiro, é preciso falar com alunos de todo o país. Para isso, um aluno de Santa Catarina, um de Goiânia (GO) e outro de Embu-Guaçu (SP) estiveram presentes via Skype para conversar com a comissão. Quatro alunos de Curitiba e região metropolitana também compareceram no Campus Divina, onde o encontro estava acontecendo.

“Nós, professores, ficamos mais seguros de que estamos no caminho adequado depois de receber a nota 5. Os alunos podem ficar mais seguros de que seus potenciais empregadores poderão consultar a nota, e a instituição ganha prestígio, distinção e visibilidade no mercado”, diz Lucas. Para o coordenador, essa nota não seria obtida sem o trabalho em equipe e a parceria entre os colaboradores de diversos setores da instituição.

“Às vezes as pessoas podem pensar que a Uninter se reduz aos cursos, mas há um planejamento muito sofisticado e rigoroso para cada processo. Nós, professores, conhecemos esse planejamento quando estamos nos preparando para a visita do MEC, e vemos o quanto esses outros setores são imprescindíveis. Deixo meu agradecimento a equipe do curso de Ciência Política e as Relações Internacionais da Uninter”.

Quanto ao corpo docente, cerca de 30 professores lecionam no curso, e estiveram em sua maioria representando a diversidade em seus diferentes graus de graduação. “Todos os nossos tutores a distância são professores com especialização mestrado e doutorado. Isso dá credibilidade para o nosso estudante e consumidor”.

O impacto da nota 5 na vida profissional do estudante

Antes mesmo da visita do MEC, os diplomas dos alunos já possuíam valor legal devido ao artigo 101, ato que faz com que o documento seja reconhecido pelo Ministério de Educação. Porém, a nota atribuída a ele também é importante para a carreira profissional dos estudantes.

Empresas privadas, partidos políticos, movimentos sociais, pessoas com cargos eletivos, prefeitos e vereadores são empregadores do(a) politólogo(a) ou cientista político, nome dado ao estudante que se forma em Ciência Política, e precisam de um critério para avaliar se a formação desse profissional é boa.

Por esse motivo, a nota do MEC é um ótimo parâmetro para confirmar essa informação, e segundo Lucas Massimo, “É assim que o aluno se beneficia dessa nota. O potencial e a chance de você conseguir um emprego é maior se o seu curso for bem avaliado, e a nota 5 vai permitir que o nosso estudante use isto a favor dele”.

Importância do curso de Ciência Política à distância

Além do trabalho que envolve todo o curso na instituição, outro assunto foi reforçado para a comissão avaliadora pelo professor Lucas Massimo: A democratização do acesso ao ensino superior na área de Ciência Política.

Segundo ele, assim como a Ciência Política é a profissão da democracia, o EAD também é uma ferramenta de democratização do ensino superior no Brasil, pois muitas vezes quem está em uma grande capital não consegue mensurar a dificuldade que os alunos do interior do país enfrentam para acessar ao ensino superior.

Lucas, que já atendeu um aluno no interior que relatou passar três horas em um barco para fazer uma prova, cita a importância da profissão em todas as religiões do país. “O cientista político tem os instrumentos para saber como fazer um recurso para que seu município seja beneficiado. São as pessoas formadas que poderão prestar assessoria aos candidatos que estão recolhendo votos no interior do país. Eles precisam ter suas campanhas personalizadas”.

Portanto, o ensino à distância, combinado com a relevância desse curso em específico, é de suma importância para que as pessoas do interior possam se qualificar para atender seus empregadores, assim como as pessoas que possuem fácil acesso aos polos.

“Eu perguntei aos alunos que estão concluindo o curso de Ciência Política na instituição se eles acreditam que quem contrata um cientista político tem mais chance de ganhar as eleições de um candidato que não contrata, e as respostas dos alunos foram claramente positivas”, afirma Lucas. Se você profissionaliza a sua equipe, a chance de obter êxito em uma campanha é maior, e a instituição oferece disciplinas específicas para lidar com os partidos políticos.

“Não é apenas o interesse da Uninter que está em jogo: O que está em jogo é o fortalecimento e a consolidação da democracia no Brasil”.

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Autor: Valéria Alves – Estagiária de Jornalismo
Edição: Mauri König
Créditos do Fotógrafo: Evandro Tosin - Estagiário de Jornalismo

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