A cidade que se veste de flores todos os anos

 

Gabriel Bukalowski – Estagiário de Jornalismo

As flores estão carregadas de significados para muitas pessoas. Dão um ar romântico a um casamento, por exemplo, ou servem para homenagear alguém num velório, ou para tornar mais agradável o caminho por onde as pessoas passam todos os dias. Este último caso é o que moveu o polo da Uninter em Laranjeiras do Sul (PR) a criar o Projeto Florir, que busca colorir a vida das pessoas que transitam pela zona urbana da cidade.

Quem passa por Laranjeiras do Sul, no Centro-Sul paranaense, identifica logo na entrada da cidade a variedade de cores nos canteiros centrais, onde se encontra de flox a calêndulas. O projeto teve início em 2016, quando a equipe do polo pensou em uma forma de tornar mais agradáveis alguns pontos estratégicos do município de pouco mais de 30 mil habitantes.

O gestor do polo, Nilton Batista, é o responsável por toda organização da ação, promovida por alunos e colaboradores da Uninter. Ano passado, quando o projeto saiu do papel, foram plantadas dez mil mudas de flores de diversas espécies, respeitando a época da florada de cada uma. “Somos pioneiros nesta inovação. A ideia foi vestir a cidade com flores”.

Batista reforça que a ajuda da população é muito importante para que o projeto siga adiante. “A colaboração das pessoas é essencial para manter em pé o objetivo de mudar o visual da cidade. Contamos com a ajuda de todos”. A ideia é que a proposta deva continuar todos os anos. “A cada ano pensamos em locais e variedade de flores”, diz. A inovação também é mostrar para outras cidades que é possível adotar o projeto com a ajuda da população.

A prefeitura deu todo apoio ao plantio. Concedeu os espaços em diversos locais, principalmente na porta de entrada da cidade. Por enquanto, foi plantado duas mil mudas, mas a intenção é passar de dez mil. “O inverno deve ser rigoroso. Por enquanto vamos plantar aos poucos para que elas se adaptem ao clima. Mas pretendemos superar a quantidade plantada no ano passado”, explica o gestor.

Todo o custo das mudas foi desembolsado pelo próprio polo, que sempre busca inovar. A união da população transforma o ambiente de convívio prazeroso que “serve de exemplo a outras cidades”.

Edição: Mauri König

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