Como transformar sua ideia em uma escrita científica
Autor: Tiago Polonha - Estagiário de jornalismo
A escrita científica é a base da comunicação acadêmica e para compreender o processo dessa escrita é necessário ter um tempo de estudo e introdução na vida acadêmica. Por isso, o programa institucional de Bolsa de Iniciação à Docência da Uninter preparou um minicurso sobre a escrita científica, ministrado pela professora Desiré Luciane Dominschek, coordenadora do setor de Pesquisa e Publicações Acadêmicas, tendo como convidada a professora do Programa de Pós-graduação em Educação e Novas Tecnologias, professora Waldirene Sawozuk Bellardo.
Nesse curso, Waldirene afirma que a escrita é uma arte e necessita de um processo que nunca termina. Todo texto serve para comunicar algo e essa comunicação possui uma identidade própria, mesmo exigindo regras e elementos a serem seguidos. A escrita científica é um gênero textual específico, diferente de uma conversa ou texto informal, e para isso as caraterísticas mais importantes desse texto são clareza, objetividade e coerência.
Todo texto científico começa a partir de uma ideia. Depois vem a lapidação do texto, buscando uma maior sofisticação para torná-lo compreensível. O leitor não pode sofrer ao ler o texto, mas precisa ler com clareza e fluidez. “Como é que eu construo essa escrita com clareza, com objetividade?”, questiona Waldirene. “Com cuidado nas questões conceituais, com precisão conceitual, com sequência lógica, organizando bem as ideias. E esse não é um processo que tá dado. Acima de tudo, não é um dom, não é inato, é algo que todo mundo é capaz de escrever bem, mas isso implica num esforço”, diz.
Um ponto importante na criação do texto é ter tempo de distanciamento, deixar o texto descansar para conseguir futuramente perceber os seus limites. Não só deixá-lo descansar, mas, como afirma a professora Desiré, aproveitar esse momento para avançar no referencial literário. “Deixa o texto descansar. Mas às vezes é o movimento de você dizer: ‘Opa, deixa eu ler um pouco sobre para ver como é que eu vou argumentar, como é que eu o que que eu vou entender para aí eu me posicionar no que eu quero escrever’”, pontua. A melhor forma de avançar na escrita é a leitura.
Um texto científico sempre precisará de uma boa fundamentação teórica. A partir do conhecimento de outros autores, vai-se moldando o novo texto não apenas como um resumo do que outros disseram, mas com uma análise crítica. Esse é o ponto que o texto científico se torna pessoal, confrontando os autores com a realidade e o objetivo da pesquisa. Essa construção é possível para todos, mas é preciso ter dedicação e esforço. O texto científico é uma construção coletiva, mas possui essa dimensão pessoal e individual. O principal cuidado na escrita é evitar transformar o texto num dogma, numa verdade absoluta, e evitar torná-lo apenas uma opinião.
Para escrever um texto científico é preciso superar a preguiça de ler e pesquisar. Precisa evitar generalizações, redundâncias e repetições. É importante ter uma rede de apoio coletivo, que possa analisar o texto se está compreensível. Assim é possível refinar o texto e torná-lo mais fluído. Para compreender toda a construção do texto científico, acompanhe o minicurso completo através do link: https://www.youtube.com/watch?v=G_KPTjaSABo
Autor: Tiago Polonha - Estagiário de jornalismoEdição: Mauri König
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