Marlene Telles retorna à Uninter como CEO e fortalece a liderança feminina na instituição

Autor: Nayara Rosolen - Analista de Comunicação

Entre as 250 maiores empresas do Brasil, apenas 6,2% têm diretoras executivas mulheres. Das instituições educacionais superiores do ensino privado, o Grupo Uninter é o único que conta com uma liderança feminina nesse cargo. 

Poucos meses após encerrar um ciclo de 17 anos na UninterMarlene Telles foi convidada a assumir uma nova missão, agora no cargo de CEO. A volta, que se deu em setembro de 2025, não apenas marca um novo capítulo na trajetória profissional, mas simboliza a força das lideranças de mulheres que ajudam a construir, há três décadas, a história da instituição. 

A trajetória de Marlene é atravessada pela força transformadora da educação e pela construção de um caminho que começou de forma simples, no interior norte do Paraná, e ganhou novas possibilidades com o acesso ao ensino superior e ao mercado de trabalho, quando decidiu se mudar para a capital do Estado e se dedicar aos estudos e à carreira.  

O fortalecimento sempre teve origem na mãe, que criou cinco filhas mulheres: “Vocês não são piores, nem melhores. Vocês são pessoas, então trabalhem para que isso aconteça”, aconselhava. No meio em que escolheu trabalhar, o da contabilidade, colocou em prática esse posicionamento. E foi através do estudo e da qualificação profissional que pôde se colocar e participar de discussões.  

“Como mulher é isso que a gente tem que fazer. Estar sempre preparada, ter conhecimento para se posicionar e ganhar a confiança das pessoas. É através do conhecimento que a gente consegue galgar posições mais altas”, salienta. 

Com mais de quatro décadas na área contábil, sendo agora 18 deles na Uninter, a executiva tem uma carreira marcada pela competência, pela busca constante por conhecimento e pela capacidade de liderar com rigor e sensibilidade. Para Marlene, o início de tudo se deu com a construção de boas relações e a conquista da confiança, através da demonstração do conhecimento que possuía para conduzir o setor de atuação. 

Embora reconheça que a ocupação de mulheres em posições mais altas ainda não está em proporção ideal, ressalta que já houve um bom avanço desde que ingressou no mercado de trabalho, em 1978. Por isso, aposta no investimento em conhecimento e no respeito às pessoas. “Eu quero deixar um legado de respeito às pessoas, de ser justa nas decisões, o que é minha maior preocupação, e que tenha conhecimento nas tomadas de decisões”, complementa a CEO.  

Sobre o impacto que a Uninter causou em sua vida, ela define em uma palavra: gratidão. “Gratidão pela valorização que tive aqui, pelo conhecimento adquirido e pelo respeito que tenho de todos”, conclui.  

A jovem interiorana, oriunda de uma família tradicional italiana, teve a vida transformada pela educação. E hoje coloca esse mesmo conhecimento em prática para transformar a vida de outras pessoas, também por meio dessa democratização.  

Cultura institucional de valorização 

Em um ano em que o grupo educacional celebra 30 aniversários, a trajetória da executiva se conecta com uma história maior: a de mulheres que ocupam, cada vez mais, espaços estratégicos e de decisão. Principalmente dentro da instituição, onde contribuem para o crescimento e consolidação da Uninter 

Mais do que números, essa presença reflete uma cultura institucional que valoriza o desenvolvimento profissional e reconhece talentos internos, abrindo caminhos para que diferentes trajetórias se transformem em carreiras profissionais de sucesso. 

Esse movimento pode ser observado em histórias de colaboradoras que iniciaram a jornada como estudantes, ou tiveram a primeira oportunidade do ensino superior depois de ingressar para o quadro de colaboradores, e, ao longo dos anos, vêm construindo carreiras sólidas, assumindo novos desafios e posições de destaque. 

De acordo com a compliance officer do Grupo Uninter, Carolina Gomes do Amaral, na instituição 62% dos colaboradores são mulheres e 42% dos cargos de liderança são ocupados por elas. “Nós temos hoje uma diretora executiva mulher, qual é o significado disso para essas mulheres que todos os dias chegam na Uninter e encontram a Marlene?  Isso tem um significado que ultrapassa a questão pessoal, é muito importante ser considerado”, ressaltou Carolina, que está há 18 anos na instituição, durante o programa Conversa com o Reitor. 

A diretora de Tecnologia da Informação, Isis Marcelino, que também participou da edição junto com Carolina e Marlene, ressaltou a importância de figuras representativas, que se transformam em referências profissionais e mostram a possibilidade de chegar mais longe. Especialmente nas áreas de exatas, majoritariamente masculinas, mas não apenas nelas. Como é o caso de diversas colaboradoras e líderes na Uninter 

“Gênero não muda profissionalismo” 

Algumas dessas mulheres não apenas se tornam personalidades representativas para quem está ingressando nessa jornada, mas possuem a trajetória entrelaçada com a história da UninterDaniele Assad Gonçalves transformou a experiência acadêmica em propósito e encontrou na docência um caminho que parece tê-la escolhido. 

De caloura no curso de Administração, ainda em 2001, à professora e coordenadora de curso da Escola Superior de Gestão Pública, Política, Jurídica e Segurança, Daniele construiu uma carreira marcada por dedicação, formação contínua e pelo compromisso com a educação, superando desafios pessoais e profissionais. Hoje sua história reflete o potencial transformador da educação e as possibilidades que nascem quando o aprendizado se torna também um projeto de vida. 

Foi por incentivo da mãe que ingressou na graduação na antiga Facinter, e lembra que todo o salário da época era destinado às mensalidades. Depois de atuar em multinacionais, proporcionado pela habilitação em Comércio Exterior, teve a oportunidade de se candidatar para tutora de telesala em polo na instituição onde se formou, dois anos após a conclusão, em 2006. Desde lá, já atuou como assessora do reitor Benhur Gaio e passou por diversos setores, como a Escola Jurídica e a Pós-graduação. A formação em Direito, que começou em 2012, possibilitou crescimento por outros caminhos. 

A possibilidade de transformar vidas pela educação é o combustível para que permanecesse crescendo. Não por acaso, se manteve estudando, agora como mestre e doutoranda em Educação e Novas Tecnologias, também no centro universitário. Assim, se tornou colega de trabalho de coordenadores da época da formação e referência para os estudantes com os quais tem contato, especialmente as mulheres.  

“Gênero não muda comprometimento, não muda caráter, não muda ética, não muda profissionalismo […]. Sou filha de escola pública, entrei na Uninter e, se estou aqui, todo mundo pode estar, todo mundo pode conquistar o mesmo lugar que eu. Basta acreditar e se dedicar para que isso aconteça”, afirma a coordenadora.  

Para Daniele, a diferença da instituição está na democratização da educação e no acompanhamento próximo e contínuo dos estudantes, o que permite que se sintam pertencentes e possibilita trajetórias como a dela.  

“O que não tem aqui é etarismo e preferência por gênero. Então, se abrir uma vaga para coordenação, ou qualquer outro cargo aqui dentro, desde que você tenha formação específica, você pode se candidatar. E não vai ter diferença, você não vai sofrer nenhum tipo de preconceito por estar ali. Porque lugar de mulher é onde ela quiser”, finaliza. 

“A transformação vem da valorização” 

Foi na Pedagogia que Joice Martins Diaz encontrou, além de uma formação, um propósito que se fortaleceu entre experiências, desafios e descobertas. Uma trajetória com crescimento gradual e evolução contínua, de estudante à colaboradora, da área administrativa à pesquisa, até alcançar a docência na coordenação de cursos da Pós-graduação. 

Joice encontrou no ambiente institucional acadêmico apoio para atravessar os desafios de duplas e triplas jornadas enfrentadas pelas mulheres e, assim, seguir em frente para continuar se desenvolvendo. Hoje, como mestre em Educação e Novas Tecnologias, sua história traduz a potência de percursos que se constroem com acolhimento e valorização dos estudantes formados pelo centro universitário, mostrando que dentro da instituição o aprendizado pode, de fato, transformar destinos.  

Antes de ingressar na Uninter, a profissional trabalhava como vendedora de peças de ar-condicionado automotivo. No entanto, o desejo de cursar o ensino superior e consolidar a carreira a levou a escolher Pedagogia, um curso financeiramente acessível naquele momento.  

Através desse passo, ela conta que a trajetória profissional “evoluiu consideravelmente, principalmente pelas oportunidades que a própria instituição ofereceu, como bolsa de estudos para graduação e pós, o que representou uma grande valorização profissional, além do redirecionamento da minha carreira”.  

Um momento decisivo foi quando ingressou no mestrado, realizado também na Uninter, que permitiu a transição profissional para a área acadêmica. “O momento mais marcante e que me fez ter ainda mais vontade de ficar por muito tempo aqui, foi quando redirecionei minha carreira e pude fazer parte do corpo docente da instituição”, lembra Joice.  

Para a profissional, o grupo educacional possibilita esse crescimento por meio da formação inicial e continuada, com a oferta de bolsas de estudos para os colaboradores, além do reconhecimento e oportunidades de crescimento.  

“Com estudo e dedicação, podemos e devemos almejar futuros prósperos. Mesmo que a vida seja repleta de desafios, é possível superá-los e seguir firme. Para isso, é necessário dedicação e esforço, o que as mulheres têm de sobra!”, afirma.  

Quando pensa no impacto da instituição na trajetória, conclui que “a transformação vem do movimento, valorização e esforço constante”.  

De aprendiz à referência  

Marcada por recomeços, descobertas e uma construção feita com coragem desde muito cedo, quando Pamella Toski ingressou na equipe de colaboradores da Uninter na Central de Atendimento, ainda como jovem aprendiz, não possuía perspectiva nenhuma em relação ao ensino superior. Pouco a pouco, a educação se tornou um propósito, através da Pedagogia, especialmente na educação inclusiva. 

Entre desafios pessoais, a conciliação com a maternidade e a busca por qualificação profissional, trilhou um caminho que a tornou referência, agora como pedagoga responsável pelo Programa Jovem Aprendiz, ofertado pelo Instituto de responsabilidade socioambiental da instituição, o IBGPEX. Uma história que traduz o poder das oportunidades aliadas à persistência e dedicação.  

“Aprendi, através da minha mãe, que é preciso ter força e determinação para alcançar um propósito. Minha trajetória reforça que, apesar dos obstáculos e dificuldades que surgem ao longo do caminho, a persistência é fundamental na busca por um objetivo”, afirma.  

Como mãe de duas meninas ainda em formação, ela acredita no valor de abraçar as oportunidades e a valorização transmitida através do empenho em cada etapa. Por isso, não só para as filhas, mas todas as mulheres, pensa que “o esforço, a disciplina e a confiança em si mesma são fundamentais”.  

Nessa trajetória que segue em construção, Pamella acredita no impacto da Uninter enquanto uma transformação de vida, onde já contabiliza dez dos 30 anos que possui. Assim, se transformou em uma referência para os aprendizes que hoje não apenas almejam uma carreira profissional, mas sonham também em crescer e fazer parte dessa história dentro da instituição. 

“A Pamella de dez anos atrás é uma Pamella insegura, imatura, e hoje, na verdade, com toda essa oportunidade que o Grupo Uninter me deu, me sinto mais preparada, mais disposta a enfrentar todos os desafios”, conclui a pedagoga. 

Ao reunir essas trajetórias, a Uninter reafirma, no mês dedicado às mulheres, o compromisso com a valorização das pessoas e a construção de oportunidades reais de crescimento, através da missão de desenvolver e transformar por meio da educação, com respeito, integridade, responsabilidade e excelência. 

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Autor: Nayara Rosolen - Analista de Comunicação
Edição: Larissa Drabeski
Créditos do Fotógrafo: Estúdios Uninter e Arquivos pessoais


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