Quando falar não depende apenas da voz

Autor: Ketlyn Laurindo da Silva - Estagiária de Jornalismo

 A maternidade costuma vir acompanhada de dúvidas e inseguranças. Por mais que uma mulher se prepare para a chegada de um filho, nem sempre está pronta para lidar com os desafios e diagnósticos que podem surgir ao longo da jornada. Foi essa a experiência vivida por Talise Schneider, mestre em Educação e mãe de uma criança com Apraxia de Fala na Infância (AFI), convidada do programa Impacto e Propósito, apresentado pela gerente de projetos sociais do IBGPEX, Rosemary Suzuki. 

“Sinto que me preparei para tudo, mas não me preparei para a AFI, porque eu nem sabia que ela existia”, relata Talise. 

De acordo com a American Speech-Language-Hearing Association (ASHA), a Apraxia de Fala na Infância é uma condição neurológica que afeta a capacidade da criança de planejar e coordenar os movimentos necessários para a fala. Embora saiba o que deseja comunicar e não apresente alterações musculares, ela encontra dificuldades para organizar os sons e formar palavras de maneira consistente. 

O diagnostico costuma acontecer de maneira tardia, já que o transtorno na fala se assemelha a outros, como o espectro autista. A fonoaudióloga Aline Soares, especialista em intervenção e análise de comportamento aplicada (ABA) para Autismo, comenta sobre as dificuldades para se chegar à diagnose. 

“Se o profissional não tem esse olhar clínico muito refinado aos critérios diagnósticos da praxia, facilmente ele pode ser confundido com outro diagnóstico e aí onde a gente perde.” explica ela. 

Segundo a Associação Brasileira de Apraxia de Fala na Infância (Abrapraxia), o transtorno pode ser causado por alguma infecção, doença ou trauma durante ou após o nascimento. 

A especialista reforça a valor dá terapia fonoaudiológica, além da importância de uma rede apoio familiar para que uma criança portadora de AFI possa se desenvolver e ter uma qualidade vida. 

“(…) criando essas estratégias em um ambiente natural, para conseguir dar essas repetições e estímulo para a criança. (…) ousam as orientações desse profissional e coloquem em prática de uma forma leve, de uma forma que isso faça sentido na rotina de familiar”,  comenta Aline. 

Conheça mais sobre esse assunto no canal do YouTube da TV Uninter. 

Incorporar HTML não disponível.
Autor: Ketlyn Laurindo da Silva - Estagiária de Jornalismo
Edição: Larissa Drabeski
Créditos do Fotógrafo: Unsplash


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *