Artista ganha prêmio ao recorrer à arte para retratar o envelhecimento

Autor: Gabriela Jung - Estagiária de Jornalismo

Fortemente ligada à arte desde a infância, Vera Silva jamais deixou a paixão morrer. Mesmo após anos trabalhando no setor financeiro, seguiu desenhando, pintando e mantendo viva a vontade de ser artista. Assim, aquilo que para ela era apenas um hobby, se tornou vocação. Se aproximando de seus 50 anos de idade, Vera decidiu não mais adiar o sonho e se matriculou em licenciatura em Artes Visuais.

“A formação foi muito importante para mim, mas, mesmo depois de concluir a licenciatura, eu ainda sentia que o meu caminho estava muito mais ligado à produção artística do que à docência”, comenta a artista. Diante disso, Vera decidiu ingressar no Bacharelado em Artes Visuais e escolheu a Uninter com base na grade curricular oferecida pela instituição. A partir de então, considera que iniciou-se um processo de profissionalização de sua trajetória enquanto artista e dedica isso à orientação oferecida pelos docentes.

“Ele [o professor] conheceu minhas obras, acreditou na minha produção e me ajudou a perceber caminhos que eu mesma ainda não conseguia enxergar”, conclui. Vera conta que o incentivo de seu mentor lhe impulsionou a desenvolver sua pesquisa artística com mais consciência e se reconhecer como artista de fato, participando de exposições, seleções e premiações, como o XVIII Salão de Artes Plásticas do Graciosa Country Club, de Curitiba.

Após mais de 10 anos em hiato, a 18ª edição do Salão Graciosa de Artes Plásticas volta a viabilizar a valorização da produção artística, através do incentivo à arte e diálogo entre diferentes linguagens visuais, artistas, críticos, curadores e apreciadores de arte. O trabalho escolhido para submissão ao prêmio foi a série “Doses de Silêncio”, resultado de uma pesquisa realizada pela artista sobre envelhecimento, memória, corpo e medicalização da vida.

“Quando recebi a notícia de que havia sido pré-selecionada, já foi uma felicidade muito grande, porque o Graciosa é um salão tradicional e eu estava concorrendo com artistas de diferentes lugares. Depois veio a seleção final, e então recebi a notícia de que, além de selecionada, eu havia sido premiada”, relembra Vera.

A artista então foi contemplada com o Primeiro Prêmio Aquisitivo do XVIII Salão e a obra premiada passou a integrar o acervo do Graciosa Country Club, momento que considera significativo diante do fato de ainda estar em processo de autorreconhecimento e consolidação de sua trajetória profissional como artista.

“Então, foi um processo que começou simplesmente com a decisão de acreditar no meu trabalho e fazer a inscrição, sem saber até onde aquilo poderia chegar. E acabou se tornando um dos momentos mais importantes da minha trajetória até agora, porque foi um reconhecimento de que a pesquisa que eu vinha desenvolvendo tinha força e podia dialogar com outras pessoas e com o circuito artístico”, conclui a autora.

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Autor: Gabriela Jung - Estagiária de Jornalismo
Edição: Mauri König
Créditos do Fotógrafo: Acervo pessoal Vera Silva


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