7 cuidados com o seu pet em dias quentes

Autor: Assessoria

Temperaturas elevadas, tempo seco e sensação de abafamento são algumas das características do verão que acabam deixando todo mundo desconfortável. Se nós sofremos com os dias mais quentes, os pets também sentem essa mudança e precisam de um olhar mais atento do tutor com relação às suas necessidades físicas, metabólicas e comportamentais que podem influenciar diretamente em seu bem-estar.

Para ajudar com alguns cuidados essenciais, o médico veterinário e coordenador do recém-lançado curso de Medicina Veterinária da Uninter, Marivaldo da Silva Oliveira, traz algumas dicas para garantir a saúde do seu bichinho. Confira:

1) Hidratação – ponto principal!

Assim como nós, os cães e gatos são animais que demandam água em seu organismo para o normal funcionamento dos órgãos. Os cães, por exemplo, além de perder calor através das glândulas sudoríparas espalhadas pelo corpo, também transpiram muito em dias quentes. Isso pode ser facilmente observado quando o cão está com a língua de fora e fazendo movimentos respiratórios de forma muito rápida.

Sendo assim, é necessário manter o animal em ambiente sombreado ou protegido dos raios solares, com fornecimento de água limpa, fresca e em quantidade adequada. Já os gatos são mais exigentes para ingerir água e muitos tutores utilizam os bebedouros do tipo fonte ou cascatas, o que está correto. Outra dica importante para a hidratação dessa espécie é a alimentação úmida (wet ou patês). A baixa ingestão de água pelos gatos pode levar além da desidratação, a um problema recorrente, que é a obstrução das vias urinárias. Então, fique de olho!

2) Cuidados antes, durante e após os passeios

Antes de sair passear com seu pet, certifique-se de estar levando uma garrafa com água fresca e um pote, onde possa fazer paradas para a hidratação. Durante a caminhada, observe as superfícies por onde irá passar com o bichinho. Asfalto, concreto, pisos em cerâmica e até mesmo areia branca costumam estar muito quentes a depender do horário, e isso pode queimar os coxins digitais (almofadinhas), causando ferimentos. Locais com grama ou terra são os mais indicados para caminhar em dias quentes.

Procure fazer os passeios nas primeiras horas da manhã ou ao final do dia, onde as superfícies estarão arrefecidas e os raios solares menos incidentes. Após terminar o passeio, o animal precisa retornar ao estado normal de respiração e temperatura antes de ser submetido a banhos frios, caso contrário pode ocasionar um choque térmico. Deixe-o descansar na sombra e em pisos frescos. O contato da pele da região abdominal com pisos frios, transfere calor e ajuda a refrescar.

3) Banho! Um excelente aliado para combater as altas temperaturas

Isso pode ser feito com mangueiras ou bacias de água. Tome cuidado com água no ouvido do animal, pois pode levar a quadros de otite, que é a inflamação do conduto auditivo, especialmente em animais com “orelhas caída”. Certifique-se que após o banho o seu animal ficará seco, seja por ação do próprio clima ou então da secagem manual. Algumas raças, como Shar-Pei possuem as chamadas pregas cutâneas ou dobras na pele, que se acumularem muita umidade, podem levar facilmente a dermatites, que é a inflamação da pele.

4) Atenção para as características dos pelos

Animais de pelos escuros também tendem a absorver mais calor do que animais de pelagem clara, bem como, cães e gatos com pelos longos podem sofrer mais com as altas temperaturas no verão, por isso, a tosa é uma boa opção para ajudar na perda de calor.

5) Troque a água mais de uma vez ao dia

Para auxiliar os animais na perda de calor e manutenção da hidratação, é necessário trocar a água do pote com frequência. Os cães, principalmente, costumam sujar muito a água durante o dia com restos de alimento, terra e pelos. Realizando a troca no mínimo três vezes ao dia, garante-se água fresca e limpa. Uma dica válida é adicionar cubos de gelo na água, deixando-a com temperatura menor e mais atrativa ao pet.

6) Olha o picolé!

Outra dica bem utilizada durante dias quentes são os picolés. Mas atenção! Não são os picolés que nós humanos compramos nas sorveterias para consumir. Trata-se do picolé para animais que podem ser facilmente feitos em casa com alguns ingredientes acessíveis. Basta ter em mãos os plásticos para geladinho, adicionar água, alguns grãos da ração que o animal consome e congelar.

Algumas pessoas que se utilizam de alimentação natural para os animais costumam bater no liquidificador, legumes com pequenos pedaços de carne de frango ou frutas, colocar no saco plástico e congelar. Depois é só retirar o plástico e ofertar ao seu animal que, tenho certeza, irá adorar a ideia.

Porém, tome cuidado para não exagerar na oferta dos picolés, pois além da alimentação normal, o animal poderá estar ingerindo calorias a mais do que a necessidade, podendo levar a quadros de sobre peso ou obesidade. Diminuir a quantidade de ração pode ser uma boa opção para conciliar com a oferta dos picolés. Converse com o médico veterinário e peça para que ele calcule as quantidades diárias ideais.

7) Animais exóticos

No caso de aves, é importante que as gaiolas fiquem fora do alcance dos raios solares, caso essa ave seja de cativeiro. Prover água em qualidade e abundância é essencial, pois as aves gostam de se espojar e tomar banhos durante o dia para perder calor. Para pessoas que criam miniporco (porco pet), é importante lembrar que um comportamento natural da espécie suína é a chafurdação, ou seja, banhar-se na lama para auxiliar na perda de calor pelo contato com a água e manter uma camada de lama na pele para proteger contra raios solares. Em condição de ambiente urbano, é importante dispor de água em grande quantidade para que esse animal não sofra estresse térmico.

Uninter lança curso de Medicina Veterinária com metodologia semipresencial

A Uninter acaba de lançar o curso de Medicina Veterinária na modalidade EAD, com metodologia semipresencial. Com uma estrutura pedagógica inovadora, elaborada por meio de rigorosos processos tecnológicos e educacionais, o curso é composto por aulas online, encontros presenciais, atividades práticas em laboratórios, clínicas e em campo, além de material didático produzido pelos próprios docentes da instituição.

“O curso obedece a todas as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) e as normativas do conselho regulador da classe quanto à formação prática presencial do aluno de Medicina Veterinária. O estudante, com certeza, colocará a ‘mão na massa’ diante de todas as práticas exigidas para uma formação de excelência, com o diferencial de poder estudar a parte teórica no conforto de sua casa, além de poder contar com mensalidade mais em conta”, destaca Oliveira.

As inscrições para o curso estão abertas e podem ser feitas através do link:
www.uninter.com/graduacao-semipresencial/bacharelado-em-medicina-veterinaria

Mais informações: 0800 702 0500

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Autor: Assessoria
Créditos do Fotógrafo: Reba Spike/Pixabay


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