Graduação eleva a renda de 48% dos egressos da Uninter, revela pesquisa
Autor: Mauri König
Emmily ingressou no mercado de trabalho tão logo se formou e hoje tem a própria agência de consultoria, assessoria e mentoria em marketing.
Dois em cada 10 egressos formados pela Uninter tiveram um aumento significativo na remuneração após a conclusão do curso. Outros três tiveram um aumento moderado. Na média, portanto, 48,4% apresentaram melhoras nos rendimentos. Este é um dos resultados apresentados na pesquisa realizada de 1º a 21 de junho de 2026 pela Comissão Própria de Avaliação (CPA) da instituição, em que participaram 4.775 ex-alunos.
Desses, 68,2% concluíram a graduação na Uninter entre 2 e 5 anos antes da pesquisa, e outros 19,9% entre 5 e 10 anos. Para 69,5% deles, esta foi a primeira graduação. Entre os respondentes, 17% consideraram que os conteúdos foram relevantes, enquanto 32,8% consideraram muito relevante e quase metade (48,2%) consideram extremamente relevante. E isso fez a diferença nos ganhos remuneratórios dentro das suas áreas de atuação profissional.
A pesquisa mostrou que a área de atuação de 38,8% desses egressos está totalmente relacionada com a graduação realizada, enquanto para 27,9% está parcialmente relacionada. Metade dos participantes da pesquisa são homens e metade, mulheres. Quanto à faixa etária, 33,2% têm entre 36 e 45 anos; os demais estão entre 26 e 35 anos (25,8%), de 46 a 55 anos (24,8%). Do total, 10,5% estão acima dos 55 anos e 5,6%, abaixo de 25.
Desses, 21,3% trabalham no setor da educação, 19,5% em governo/funcionalismo público, 17,7% no setor de serviços e 11,7% na indústria. Dos respondentes, 51,6% trabalham em empresa de grande porte, com mais de 100 empregados. Outros 6,6% atuam em empresas médias e 8,5%, em pequenas. Os demais são autônomos, de microempresas ou não trabalhavam no momento da consulta.
A maioria (34,2%) se concentra na faixa de renda familiar entre R$ 3,801,01 e R$ 6,922,00, enquanto 29,5% partem dessa base e chegam a R$ 13.266,00 e outros 8,9% partem daí e chegam a uma renda familiar de R$ 28.474,00, podendo chegar a R$ 49.431,00 (1,2%), ou ultrapassar essa faixa (0,3%). Outra faixa significativa (17,8%) tem renda familiar entre R$ 1.621,01 a R$ 1.986,00.
Da desconfiança com a EAD ao sucesso no marketing
Vem da Paraíba um exemplo de como uma formação superior pode ser transformadora. Emmily Tainah tinha 21 anos quando ingressou no curso tecnólogo em Marketing, em 2012, ano em que a Uninter se tornou centro universitário após a fusão da Facinter e da Fatec. Ela trabalhava numa grande empresa de perfumaria e duas amigas, que faziam um curso equivalente numa faculdade local, questionaram o porquê de gastar tempo e dinheiro em um curso a distância.
Era uma época de muita desconfiança com a EAD, mas o tempo se encarregaria de mostrar quem estava com a razão. As amigas nunca chegaram a atuar na área, ao passo que Emmily ingressou no mercado de trabalho tão logo se formou, em 2014. De cara, foi contratada para cuidar do marketing da loja Glamour Aluguel de Roupas, uma referência no setor em João Pessoa, capital paraibana.
Em 2020, a pandemia de Covid-19 traria mais desafios. Com o trabalho remoto, Emmily descobriu novas oportunidades, que inclusive trariam mais tempo para si e para a família. Negociou a demissão com a patroa, criou sua própria empresa, a Emmily Tainah Consultoria de Marketing, e atualmente dispõe de duas colaboradoras para atender inclusive a conta da ex-patroa, agora cliente.
Mais do que conquistas materiais, como carro, casa própria e viagens internacionais, a primeira formação permitiu expandir conhecimentos. Emmily fez duas pós-graduações na Uninter (Neuromarketing: a neurociência do consumidor, e Neurociência e Física da Consciência), e trouxe para sua agência o foco em consultoria, assessoria e mentoria estratégica baseada em neuromarketing e comportamento humano. Sem pressa de parar, começou a cursar Psicanálise, também na velha conhecida Uninter.
Metodologia da coleta de dados
A pesquisa fez parte de uma ação mais ampla do setor de egressos, que tinha como intuito a atualização do banco de informações dos ex-alunos da instituição. Ao acessarem o site do setor (https://www.uninter.com/portaldoegresso/), os egressos dos cursos EAD, presencial e semipresencial puderam preencher um formulário prestando algumas informações básicas (nome, CPF, e-mail, etc.).
Após o preenchimento de todo o formulário, os respondentes eram direcionados especificamente para um questionário cadastrado pela CPA, disponibilizado por meio do módulo enquete do Univirtus, o ambiente virtual de aprendizagem da Uninter.
Esse instrumento foi composto de quatro blocos, com questões sobre os seguintes temas: perfil socioeconômico, perfil como graduando, formação continuada, inserção profissional, e um campo com duas questões abertas para que o egresso pudesse se manifestar livremente sobre os temas da avaliação e sugerir ações voltadas para os ex-alunos dos cursos de graduação da Uninter.
Em 2026, a Uninter completa 15 anos de pesquisas voltadas para os egressos, sendo o oitavo ano com a atual metodologia, isto proporciona à instituição um valioso histórico de dados sobre seus ex-alunos, impactando positivamente a gestão dos cursos, favorecendo melhorias para os seus perfis de formação, avalia o coordenador da CPA, Helio Rubens Godoy Lechinewski.
“A pesquisa também contribui para compreender melhor os impactos que uma graduação possui na vida das pessoas, por exemplo, ao comparar os indicadores dos egressos com os resultados da pesquisa de perfil socioeconômico feita com os alunos ingressantes, se observa uma queda na participação das faixas de renda mais baixa, e um aumento da proporção de respondentes nas faixas médias e superiores da escala”, pontua Lechinewski.
Segundo ele, na pesquisa de perfil socioeconômico nos últimos três anos, há uma média de 16,1% de discentes com renda familiar entre R$ 6.922,01 a R$ 13.266,00, já nas pesquisas do mesmo período feitas com os egressos, a participação dessa faixa de renda salta para 26,7%. “Embora não se possa atribuir essa melhoria exclusivamente à conclusão da graduação, os dados das pesquisas da CPA indicam que a finalização de um curso superior pode contribuir significativamente para a melhoria das condições de renda das pessoas”, salienta.
Autor: Mauri KönigCréditos do Fotógrafo: Arquivo pessoal Emmily Tainah



