A Uninter cada vez mais internacional

Autor: Mauri König

Estudantes canadenses da First Nations University e alunos brasileiros da Uninter durante o Collaborative Field Experience, em 2023.

A Uninter iniciou o seu processo de internacionalização em 2018, para ofertar a educação superior aos brasileiros que vivem no Exterior. Hoje, mantém 14 polos de apoio presencial em cinco países: Estados Unidos, Inglaterra, Itália, Portugal e Japão. Desde então, já formou mais de mil alunos no Exterior e atualmente conta com mais de 3 mil estudantes matriculados nesses países.

Em 2024, foram 1.235 novas matrículas nesses 14 polos, enquanto as demais instituições brasileiras com presença internacional registraram 1.156. Ou seja, a Uninter matriculou mais alunos no Exterior do que todas as concorrentes somadas. Os dados são do Censo do Ensino Superior, realizado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), órgão vinculado ao Ministério da Educação.

Na área de intercâmbio internacional, a Uninter oferece três modalidades principais: acadêmico, stricto sensu e de línguas. Os programas permitem aos estudantes experiências internacionais com apoio institucional e parcerias com universidades estrangeiras.

No intercâmbio acadêmico, alunos de graduação e pós-graduação podem estudar em instituições conveniadas, como universidades em Portugal, Itália (Università di Tuscia) e Coreia do Sul (Woosong University). As mensalidades são isentas, mas os estudantes arcam com custos de viagem e estadia.

Já o intercâmbio stricto sensu é voltado a alunos de mestrado e doutorado, com foco em pesquisa e cooperação científica. Em 2025, o programa recebeu seus primeiros estudantes intercambistas internacionais, oriundos da Universidad San Martín de Porres, do Peru, no Programa de Pós-Graduação em Educação e Novas Tecnologias, ampliando a integração acadêmica.

O intercâmbio de línguas tem como objetivo aprimorar a fluência em idiomas estrangeiros por meio de experiências imersivas. Em 2024, o UNINTER Global Hub lançou duas oportunidades de intercâmbio de línguas destinadas a alunos de graduação e pós-graduação.

O Programa de Intercâmbio Education First possibilitou a realização de curso de inglês na Cidade do Cabo, África do Sul, com todos os custos de curso, material didático e estadia cobertos, selecionando dois estudantes por meio de processo seletivo realizado em 2024. No mesmo ano, foi ofertado o Programa de Intercâmbio Lumos Language School, com estudos de língua inglesa em Salt Lake City (EUA), também com custos integrais de curso, material e estadia.

Convênio com 33 instituições

A instituição mantém convênios com 33 universidades internacionais, o que amplia a oferta de oportunidades para mobilidade acadêmica e cooperação científica. Essas parcerias são consideradas estratégicas para o fortalecimento da internacionalização.

Um dos principais projetos é o Uninter Global Hub, criado para conectar estudantes, professores e pesquisadores em experiências internacionais. Com atuação no Brasil, Estados Unidos e Canadá, o hub promove formação multicultural e inovação acadêmica.

Entre suas ações estão programas como Embaixadores Globais, eventos, produção de conteúdo digital e apoio a iniciativas de mobilidade internacional. O hub também organiza encontros e palestras voltados ao desenvolvimento intercultural.

Outro destaque é o Collaborative Field Experience, realizado em parceria com universidades canadenses. O programa proporciona imersão cultural e acadêmica, com foco em temas como diversidade, meio ambiente e relações internacionais.

Além disso, a Uninter promove ações de extensão internacional, como eventos online, cursos e programas voltados ao empreendedorismo, inovação e comunicação intercultural. Essas iniciativas buscam ampliar o acesso à internacionalização para a comunidade acadêmica.

A instituição mantém ainda ações complementares voltadas à formação linguística, incluindo cursos de inglês, testes de proficiência e preparação para exames internacionais. Essas estratégias consolidam a internacionalização como um dos pilares da formação acadêmica na Uninter.

Reestruturação e atribuições

A internacionalização na Uninter passou por reestruturação ao longo dos últimos anos. Inicialmente conduzida pelo Núcleo de Práticas Internacionais (NUPRI), a área ganhou novo formato em 2018 com a criação do Grupo de Trabalho de Internacionalização.

O grupo atua como órgão consultivo e de assessoramento, contribuindo para a execução da política institucional. Entre suas funções estão a promoção de parcerias internacionais, o estímulo à produção científica conjunta e o incentivo à mobilidade acadêmica.

A estratégia institucional foi ampliada com a criação da área de Gestão de Negócios Internacionais, em 2019, que passou a centralizar também os processos acadêmicos ligados à internacionalização. Atualmente, a Diretoria de Internacionalização coordena essas ações com uma equipe multidisciplinar.

Entre as iniciativas estratégicas estão a criação do Departamento de Relações Internacionais, a expansão de convênios com universidades estrangeiras e a implantação de polos internacionais em regiões como Estados Unidos, Europa e Ásia. A instituição também desenvolveu um plano estratégico com metas e indicadores de desempenho.

Processo contínuo

A política de internacionalização da Uninter foi formalizada em 2018, por meio da Resolução nº 339/2018 do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE). O documento estabelece diretrizes para integrar ações internacionais às atividades acadêmicas e administrativas da instituição, alinhando-as ao Plano de Desenvolvimento Institucional e às demais políticas internas.

A internacionalização é tratada como um processo contínuo, que incorpora dimensões globais, interculturais e internacionais ao ensino, à pesquisa, à extensão e à gestão universitária. Segundo a norma, o objetivo não é apenas expandir fronteiras, mas qualificar a formação acadêmica e estimular a produção de conhecimento em contexto global.

Nesse sentido, a política busca fortalecer a inserção institucional da Uninter em redes acadêmicas internacionais, contribuindo para o desenvolvimento econômico, social e cultural da comunidade. A estratégia também reforça o compromisso com a formação cidadã e profissional dos estudantes.

Outro marco normativo relevante é a Resolução nº 1412/2021, que regulamenta o intercâmbio estudantil. O texto define modalidades, critérios e procedimentos para participação de alunos em experiências acadêmicas internacionais, tanto presenciais quanto virtuais, em instituições parceiras.

A normativa contempla estudantes de graduação e pós-graduação, incluindo programas acadêmicos, cursos de idiomas e disciplinas internacionais. Para participar, os alunos precisam cumprir requisitos institucionais e acadêmicos, além de seguir as regras da universidade de destino.

Ao final do intercâmbio, os estudantes devem apresentar relatório acadêmico para validação das atividades realizadas. A participação também pode ser reconhecida em solenidades institucionais, reforçando o caráter formativo dessas experiências.

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Autor: Mauri König
Créditos do Fotógrafo: Arquivo CNU


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