A gestão da morte e do luto na formação e assistência em um hospital de ensino

Giana Diesel Sebastiany, Cristiano Caveião

Resumo


RESUMO

O artigo ora apresentado é o resultado de uma pesquisa que teve como objetivo investigar a formação dos profissionais da saúde para o enfrentamento das questões da morte e do luto, bem como os desafios lançados à gestão hospitalar no século XXI. Considerando o delineamento do tema, optou-se por uma pesquisa bibliográfica exploratória, selecionando textos e autores capazes de esclarecer, a partir de uma interlocução entre as suas produções, como se deu e como deveria se dar a formação e a gestão da morte e do morrer para os profissionais da saúde, em um hospital de ensino. A literatura nos mostra que a formação para salvar vidas tem imensa dificuldade ao lidar com a morte e isso não pode ser negligenciado. A pesquisa apontou que o hospital é o local institucionalizado da morte na contemporaneidade e que ela não é suficientemente discutida durante a formação inicial dos profissionais. A não abordagem desses temas tem aumentado o nível de ansiedade das equipes e fomentado atitudes de fuga, como a tentativa de não envolvimento emocional e despersonalização daquele que está morrendo, caminho inverso à humanização na assistência. O comportamento adotado pelos profissionais é “copiado” por estudantes que, na falta de uma reflexão sistematizada, seguem o modelo dos mais experientes. Como resolver essa situação? Uma das possibilidades encontradas seria a criação de um grupo multiprofissional e interdisciplinar, no hospital, para o gerenciamento e organização dos debates sobre vivências de profissionais e de estudantes, balizados por referencias da bioética.

 

Palavras-chave: Morte. Luto. Gestão. Hospital. Humanização.

RESUMEN

El artículo que aquí se presenta es el resultado de una investigación que tuvo como objetivo investigar la formación de los profesionales de la salud para hacer frente a las cuestiones de la muerte y el duelo, y los desafíos que enfrenta la gestión hospitalaria en el siglo XXI. Teniendo en cuenta el tema, optamos por una búsqueda bibliográfica exploratoria, la selección de textos y autores capaces de aclarar, a partir de un diálogo entre su producción, como lo hizo y cómo se deberían tener la formación y la gestión de la muerte y morir por profesionales de la salud en un hospital universitario. La literatura muestra que el entrenamiento para salvar vidas tiene grandes dificultades para tratar con la muerte y que no puede ser pasado por alto. La encuesta encontró que el hospital es el lugar institucionalizado de muerte en la sociedad contemporánea y que no se aborda suficientemente durante la formación inicial de los profesionales. Si no se abordan estas cuestiones se ha incrementado el nivel de ansiedad de los equipos y fomentado actitudes escapar, como tratando de no implicación emocional y despersonalización de alguien que se está muriendo, revertir camino hacia la humanización de la atención. El comportamiento adoptado por los profesionales se "copia" de los estudiantes que, en ausencia de una reflexión sistemática, siguiendo el modelo de los más experimentados. ¿Cómo resolver esto? Una posibilidad sería encontrado para crear un grupo multidisciplinario e interdisciplinario en el hospital para la gestión y organización de los debates sobre las experiencias de los profesionales y estudiantes, marcadas por las referencias de la bioética.

Palabras clave: Muerte. Duelo. Gestión. Hospital. Humanización.

 


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