Avaliação informal: o “visto” pode ser considerado parte do processo avaliativo?

Simone Raquel Sousa da Costa, Priscila do Carmo Moreira Engelmann

Resumo


RESUMO

Registro neste texto considerações sobre avaliação embasada na pesquisa em livros e artigos que versam sobre o tema. A busca de informações/ documentos foi realizada em bibliotecas públicas da Universidade de Brasília (UnB) e Universidade Católica de Brasília (UCB) bem como em sites de buscas online como Scielo, Google e CAPES. Mais especificamente, proponho um olhar aos métodos de avaliação informais, aqueles que ocorrem no cotidiano da sala de aula, dando ênfase a conferência de “visto” às atividades escolares. Uma prática informal, mas frequentemente presente nas aulas. Ao adentrar neste tema, notei que muito tem sido dito sobre avaliação, mas sobre a prática do “visto” não há muita pesquisa. A pesquisa foi realizada sobre olhares de observação em salas de aula e levantamento bibliográfico. A observação se deu em uma escola pública do Distrito Federal. A motivação para este estudo tom como ponto de partida as inquietações de uma professora de Língua Portuguesa do ensino fundamental diante da postura de seus alunos no cotidiano escolar bem como na cultura do “visto” presente no universo da sala de aula. Os principais resultados do estudo demonstraram que a cultura do visto é uma realidade que permeia a comunidade escolar. Envolve o sistema escolar como um todo, e também o ambiente familiar dos alunos. Além disso, por mais que seja uma prática informal, ela acaba tendo legitimidade por estar presente nas salas de aula e fazer parte do cotidiano dos alunos, pois garante o status de bom aluno. Aquele que tem mais ‘vistos’ no caderno é um bom aluno, se destaca entre os colegas e garante uma boa nota.

Palavras chave: Educação. Avaliação. Visto em lições.

 


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