WhatsApp aproxima alunos de Norte a Sul e ajuda no processo de aprendizagem

Marjorie Gomes – Jornalista

Com mais de um bilhão de usuários no mundo, o WhatsApp é um dos aplicativos mais utilizados pelos brasileiros, com interações em grupos que atendem as demandas de muitas empresas e também de estudantes. Para Carolina Bonito, 29 anos, aluna do curso de Marketing na modalidade a distância, o aplicativo é um recurso no processo de aprendizagem e também de aproximação com colegas de todo o Brasil.

“Hoje sou administradora de um grupo com aproximadamente 200 pessoas. Falamos sobre provas, práticas e tendências de mercado, além de trocar dicas de leitura. É incrível como a diversidade contribui para o aprendizado. Moro em São Paulo, mas com esse grupo consigo conhecer melhor as práticas do marketing regional ao conversar com colegas do Rio Grande do Sul, de Macapá e do Pará, por exemplo”, comenta.

Ao iniciar a primeira graduação, a estudante tinha dúvidas em relação à maneira como estava organizando os seus estudos. Em abril de 2015, decidiu convidar os colegas, por meio da página do Facebook do curso de Marketing, para falar sobre as práticas que utilizavam.

“O curso a distância atende todas as minhas necessidades, mas eu precisava saber como os meus colegas organizavam suas atividades acadêmicas. Por isso, escrevi um recado na página do curso convidando as pessoas a deixarem o número do celular para eu criar um grupo no WhatsApp. Eu não conhecia os primeiros colegas que adicionei, eles eram de outras cidades e alguns estavam terminando a graduação. Começamos com oito integrantes e, com a contribuição de todos, conseguimos fechar 2015 com 50”, conta Carolina.

Para o reitor do Centro Universitário Internacional Uninter, Benhur Gaio, é importante destacar que o processo de aprendizagem ocorre de forma diferente para cada aluno. “O curso a distância pode ser feito de várias maneiras, não existindo uma certa e outra errada, mas compartilhar informações com os colegas pode ajudar a descobrir novos métodos de estudo. Além disso, a modalidade não é sinônimo de estudar sozinho”, observa.

“Os alunos têm aulas interativas nos polos para encontrar outros estudantes e também para interagir com o conteúdo apresentado pelo professor. Isso não significa que só os encontros presenciais são produtivos. Práticas como a da Carolina e dos outros alunos de Marketing representam um melhor aproveitamento do que a educação a distância pode oferecer em relação à diversidade de público. Afinal, sem sair da sua cidade você tem acesso a profissionais do Brasil inteiro”, avalia o reitor.

Iniciativa de sucesso

Em 2016, o coordenador do curso de Marketing da Uninter, Achiles Ferreira Júnior, e o professor Diogo Sousa começaram a participar do grupo a convite dos alunos. “Além de interagir, eles divulgaram o grupo para outros estudantes, o que nos fez sair de 50 para quase 200 participantes, todos da área de Marketing. Hoje, compartilhamos vagas de estágio, de emprego, percepções sobre atividades da graduação e também sobre os temas mais comentados da nossa área”, destaca a administradora do grupo.

Para fechar o ano, o grupo organizou também um amigo secreto em que só é possível presentear com livros. Cada um sugere três livros que gostaria de ganhar e o envio é realizado pelo correio. “No ano passado tínhamos 50 pessoas no grupo e 25 participaram dessa comemoração de final de ano. Em 2016, são 80 pessoas participando”, conta Carolina.

A prática, de acordo com o reitor da Uninter reforça as possibilidades de aprender a distância. “Este é um processo contínuo que não é encerrado quando um deles recebe o livro enviado pelo outro. Após a leitura, eles vão trocar percepções, falar sobre conceitos e aplicações práticas e isso é usar a tecnologia a favor da educação. Não podemos considerar isso como tendência, na verdade é uma necessidade usar novos recursos no processo de aprendizagem”, conclui. ​

Edição: Mauri König

 



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